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Estas palavras, proferidas pelo eterno companheiro Paulo Freire, nos propõe um grande desafio: superar a missão de um homem que buscava dar à educação um outro sentido, fundado no absoluto e incondicional respeito ao outro e à sua cultura.
O projeto de educação libertadora de Freire rompeu as barreiras da sua pátria e hoje circula por todo o mundo. Criticando e refutando a educação bancária, onde é nítida a separação entre o educando e o educador, típica da cultura capitalista, este educador-conectivo, juntamente com sua(s) equipe(s), propôs uma educação onde o diálogo é a peça fundamental de todo o trabalho de ensinar-e-aprender, onde o criar com os outros é mais importante que o criar/educar sozinho (“ninguém educa ninguém, mas também ninguém se educa sozinho”) e onde a ética e a coerência entre o pensar e fazer sejam incorporados na prática cotidiana de toda a humanidade.
É nesse ambiente desafiador que surge o 4º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (CBEU)[1], com o tema “TECNOLOGIAS SOCIAS E INCLUSÃO: Caminhos para a Extensão Universitária”, que ocorrerá nos dias 27 a 30 de abril, na cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul. O Congresso, em si, possui um caráter acadêmico, social e científico, com apresentações de trabalho, cursos e mesas-redondas, além de atividades culturais, numa forma totalmente verticalizada. Mas chamamos atenção dos(as) estudantes para um espaço alternativo, que irá para além do próprio Congresso, que é a Tenda Paulo Freire. A Tenda, que ocorre desde o 3º CBEU (Florianópolis-SC), se constituirá como um espaço horizontal, de diálogo entre vários(as) educadores(as) populares, que irão socializar seus projetos e metodologias, debater sobre ações e propostas político-organizativas e pedagógicas para o fortalecimento da extensão popular, criando e aprofundando um diálogo sobre a Universidade Popular e sobre o papel da Extensão Universitária enquanto ferramenta de resignificação do Movimento Estudantil, além de atividades com místicas regionais, etc. Um espaço de todos os ritmos, cores e cheiros!
Os(as) militantes do movimento estudantil, extensionistas ou não, precisam participar desse momento e encarar o desafio de continuar e superar o projeto de educação popular construído por Paulo Freire. Além disso, esse espaço (tanto o Congresso quanto a Tenda) é estratégico para pautarmos o projeto de Reforma Universitária da UNE, no que tange à Extensão Universitária (garantia de carga horária mínima de atividade de extensão nas grades curriculares dos cursos de graduação; garantia de recurso de financiamento a atividades de extensão em instituições federais, como CAPES e CNPQ; e ampliar atividades de extensão em áreas de grande pertinência social).
Faz-se urgente um debate no movimento estudantil mais profundo sobre educação popular. Uma educação para e com as massas populares e a inserção destas na Universidade e vice-versa. E, além do debate, é necessário ações para a concretização deste projeto. Só nesse permanente diálogo teremos verdadeiramente uma Universidade popular e democrática!
Saudações a todas e todos e até o 4º CBEU!
Thalita Martins
Diretora de Extensão Universitária da UNE
“O diálogo não pode existir, contudo, na ausência de um amor profundo pelas pessoas e pelo mundo. A nomeação do mundo, que é um ato de criação e recriação, não é possível se não estiver infundida de amor. O amor é, simultaneamente, a base do diálogo e o próprio diálogo... Uma vez que o amor é um ato de coragem, e não de medo, o amor é a entrega aos outros. Não importa onde se encontrem os oprimidos, o ato de amor é entrega à sua causa - a causa da libertação. E esta entrega, porque é amor, é dialógica. Enquanto ato de bravura, o amor não pode ser sentimental; enquanto ato de liberdade, não pode servir como pretexto para manipulação. Tem de gerar outros atos de liberdade; caso contrário, não se trata de amor. Só abolindo a situação de opressão é que é possível restaurar o amor que essa situação tornou impossível. Se eu não amar o mundo - se eu não amar a vida - não consigo entrar em diálogo”
(Paulo Freire).