segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Primeiro lote de remédios descartado irregularmente foi denunciado pelo Jequié Repórter em 22 de agosto passado. 



A Comissão de Sindicância instituída na Secretaria Municipal de Saúde, sob a presidência do diretor Administrativo e Financeiro do setor, Waldo Magalhães Gavazza, para apurar três descartes irregulares de medicamentos encontrados em terrenos baldios da cidade, concluiu seu trabalho sem apontar a origem muito menos responsabilidades sobre o ocorrido. O primeiro lote de medicamentos, destinados a diabéticos e hipertensos, muitos deles ainda no prazo de validade, começou a ser investigado por técnicos do Departamento da Vigilância Sanitária e Ambiental, a partir de denúncia publicada pelo blog Jequié Repórter, em 22 de agosto,  com base em informações de  moradores do Loteamento Jardim Amaralina, área onde os remédios foram encontrados, parcialmente queimados.  Em 14 de setembro, mais medicamentos foram encontrados despejados em um terreno no bairro Pompílio Sampaio. Um terceiro lote de medicamentos foi encontrado no Loteamento São Judas Tadeu.
A Comissão de Sindicância foi instaurada com prazo de investigação de 30 dias, prorrogado posteriormente com idêntico número de dias. No curso da apuração, a médica veterinária Magaly Gouveia Chaves, que fazia parte da comissão, foi exonerada do cargo de Diretora Municipal de Vigilância Sanitária e Ambiental, segundo levantado à “por questões de ordem política”, por ter sido indicação da vereadora Nara Rúbia (PP).
O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Celso Argôlo e a secretária do colegiado, Rita Rodrigues, afirmaram que apesar da Comissão de Sindicância não haver apontado responsabilidades, não podem ser isentados de culpa, o gestor municipal e o da pasta da Saúde, em razão da falta total de controle dos medicamentos que chegam à Prefeitura para serem distribuídas com as unidades de saúde. Eles afirmaram que cópias do relatório do Conselho, denunciando esse fato estarão sendo encaminhados ao Ministério da Saúde, Secretaria de Saúde do Estado, Controladoria Geral da União, Ministério Público (federal e estadual), “para que essas instâncias tenham conhecimento do ocorrido e dos prejuízos causados à comunidade e ao erário público”, afirmaram. Segundo os dois conselheiros tem sido uma prática na Prefeitura a aquisição de medicamentos faltando dois meses para vencimento do prazo de validade, quando a orientação é que essas aquisições sejam feitas no mínimo com dois anos desse prazo.

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