Justiça considera ilegal greve parcial dos policiais militares, diz governo
A Justiça considerou ilegal a greve parcial dos policiais militares da Bahia e o não retorno das atividades dos oficiais está sob pena de multa diária de R$ 85 mil, aos organizadores do movimento, de acordo com informações da Secretaria de Comunicação do Estado. A decisão será apresentada à imprensa ainda na manhã de quinta-feira (2), pelo procurador geral do Estado, Rui Moraes, na sede da Fundação Luis Eduardo Magalhães, no Centro Administrativo da Bahia. Em Jequié, os policiais que aderiram ao movimento permanecem reunidos na Câmara de Vereadores. Os policiais reivindicam o cumprimento da lei 7.145 de 1997, com pagamento imediato da GAP V, incorporação da GAP V ao soldo, regulamentação do pagamento de auxílio acidente, periculosidade e insalubridade, cumprimento da lei da anistia e a criação do código de ética, além da criação de uma comissão para discutir um plano de carreira para a categoria.
Comandante do 19º Batalhão admite que paralisação preocupa mas segurança da população está mantida
- Estamos vendo com desprazer esse movimento dos policiais militares e mantemos a confiança de que a situação venha a ser normalizada o mais rápido possível. Disse o Tenente Coronel Elenilson Silva Santos, comandante do 19º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Jequié, ao ser entrevistado pelo jornalismo da Rádio 93 FM, na manhã de quinta-feira (2), segundo dia da paralisação dos policiais e bombeiros militares baianos.
O comandante revelou que a unidade policial militar de Jequié, a exemplo do que ocorre com as demais unidades da corporação na Bahia, vem sendo afetada pela paralisação, “a situação nos preocupa, mas, estamos empenhados em não deixar de cumprir com a nossa missão de garantir a segurança da população”. Segundo o tenente coronel Elenilson, a baixa do efetivo no primeiro dia da paralisação foi em torno de 10% [entidades do comando de greve no município e região --APPM e ASPOJER--discordam desse percentual], com a manutenção do rádio patrulhamento (RP), atendimento da população na Central 190 e nos postos do presídio, hospital etc. A partir das 19h de quarta, 1, os policiais do serviço de rádio patrulhamento não compareceram para cumprir a escala de trabalho e as motocicletas (Abutres), também suspenderam as atividades.
O mandante disse que as informação dão conta de que nas áreas da 3ª Cia de Jaguaquara e 4ª Cia de Maracás, as atividades continuam dentro da normalidade. Disse também que nas próximas horas estará reunido com os Oficiais da unidade definindo estratégias de trabalho para o final de semana, “período que nos traz maior preocupação”, acrescentou. De acordo com o comandante, o pessoal que faz o policiamento a pé (PO) está sendo remanejado para os postos fixos. “No momento, é importante também a ajuda da comunidade, evitando situações de confronto que exijam a presença policial”, alertou. Nenhuma situação de conflito entre os policiais que participam do movimento e os que permanecem trabalhando foi registrado, disse o tenente coronel Elenilson, considerando que é necessário que exista o respeito mútuo, “para que não venha causar uma má impressão na sociedade e macule a imagem da corporação”, concluiu.
Às 9h30 os policiais e bombeiros militares improvisaram um ato público em frente ao prédio da Câmara de Vereadores, na rua Dois de Julho, onde entoaram os hinos Nacional da Bahia e da corporação, dando ênfase ao movimento que de acordo os dirigentes do comando de paralisação conta com a adesão de cerca de 70% do efetivo. Com informações do repórter Welliton Ferreira.



Nenhum comentário:
Postar um comentário