terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Saneamento espera desoneração dos impostos incidentes na conta de energia




O saneamento básico é um dos setores que mais consome energia elétrica no Brasil. De acordo com o Balanço Energético Nacional (BEM) de 2014, o segmento representa cerca de 3% do consumo total do país, o que equivale a 15,5 TWh. Uma eventual desoneração dos impostos incidentes na conta de energia poderia impactar positivamente as finanças dos serviços de saneamento, contribuindo para a redução das tarifas de água repassadas à população.
Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades, a despesa do setor com energia elétrica ultrapassou os três bilhões de reais em 2013.  A fatura de energia elétrica para o saneamento básico sofre incidência de ICMS (estabelecido por cada Estado) e de PIS/COFINS (definido em 3,3327 % pela Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL).

Ao considerar uma possível desoneração dos impostos incidentes na energia elétrica, utilizando como média nacional um percentual de 20% para o ICMS e de 3,3327% para o PIS/COFINS, a fatura de energia ficaria desonerada em quase 614 milhões de reais (sendo R$ 99.488.155,15 de PIS/COFINS e R$ 514.116.666,67 de ICMS). Portanto, a desoneração implicaria na redução de R$ 514,1 milhões dos Tesouros Estaduais e R$ 99,5 milhões do Tesouro Federal.

Na prática, o impacto da desoneração dos custos com energia elétrica sobre a despesa total do saneamento ocasionaria a redução de gastos em R$ 613,6 milhões. Com isso, os serviços de saneamento teriam mais condições para investir em obras, melhorar sua infraestrutura e oferecer à população tarifas menores de abastecimento de água.


“Os gastos com energia elétrica estão assumindo proporções alarmantes no Brasil, especialmente no setor de saneamento. Por isso, acreditamos que a desoneração dos impostos aliviaria os custos de produção e distribuição da água, beneficiando toda a sociedade”, comenta o vice-presidente da ASSEMAE e diretor geral do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) de Porto Alegre, Flávio Ferreira Presser. 

Fonte: ASSEMAE

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