Quem já participou de uma, não esquece. E quem ainda não teve oportunidade, não pode perder a chance de conhecer o maior festival estudantil da América Latina. Estudantes do Piauí, Amazonas e Rio contam sua experiência na Bienal da Une e convidam: vale muito a pena!
Uma mistura de sotaques, ritmos, cores e culturas. Um verdadeiro caldo de ‘brasilidade’ resume a Bienal da UNE, festival que completa 12 anos de experimentação, descobertas e valorização da identidade nacional. Artistas de todas as partes do Brasil já estão mobilizados para levar à 7ª edição, de 18 a 23 de janeiro de 2011, no Rio de Janeiro, o que há de melhor e mais inovador na produção cultural de suas regiões.
Buscando apurar como anda essa movimentação prévia nos estados brasileiros, o EstudanteNet investigou e constatou: se você quer participar, ainda dá tempo de se juntar às caravanas que desembarcam no Rio no verão de 2011 para curtir seis dias de intensa programação. Quem já esteve no festival não titubeia: vale cada segundo de esforço!
Piauí-Rio: 72 horas, 2.500 km
A turma do Piauí que o diga. Eles irão atravesar três estados para chegar à 7ª Bienal da UNE. Serão no mínimo 72 horas de viagem a bordo de um ônibus, percorrendo mais de 2.500 quilômetros da capital, até a cidade maravilhosa. Esse é o roteiro de verão de cerca de 50 pessoas que programaram há algum tempo a participação na 7ª Bienal da UNE, o mais aguardado festival estudantil da América Latina.
O estudante Gardiê Silveira, coordenador de Cultura do DCE da Universidade Federal do Piauí e do Cuca da UNE no estado, está organizando uma das caravanas que levará à 7ª Bienal artistas e demais estudantes vindos também de diversas cidades piauienses.
“A galera que já foi em alguma edição passada está na expectativa de rever os amigos e passar por novas experiências”, diz Gardiê que não esteve em Salvador na 6ª Bienal, mas já sabe o que o espera. “A bienal da UNE é o maior celeiro de troca de idéias do movimento estudantil artístico”, afirma o cuqueiro, que planeja, por meio do CUCA-PI, dar uma nova roupagem à fachada da sede da UNE. Segundo ele, seis artistas da caravana devem realizar uma intervenção artística durante a Bienal: irão pintar um painel de cerca de 4 x 3,5 metros durante todo o evento. A proposta é expor o trabalho final no histórico terreno da Praia do Flamengo, 132.
Do coração do Brasil
A ansiedade para expor a cultura local no maior festival estudantil da atualidade também aguça o pessoal do Amazonas, que batalhou para levar uma bancada de quase 50 pessoas à 6ª Bienal, em Salvador.
“Como vivemos em uma região de proporção continental, só foi possível chegar à capital baiana depois de bastante luta e perseverança na busca por passagens aéreas”, lembra Beatriz Calheiro, coordenadora do Cuca da UNE-AM. Ela conta que todos os dias os expositores e demais estudantes batiam na porta das reitorias e secretarias de estado em busca de apoio financeiro. E deu certo. “Para além da vitória alcançada, chegar à Bienal, ficou o entusiasmo e o desejo de construir a próxima. Desejo esse que nos move agora. Esperamos levar uma excelente caravana pelos ares”, brinca.
São 4374 quilômetros que separam a capital Manaus até o Rio de Janeiro, porém com a rodovia BR-319 intransitável é impossível fazer ligação rodoviária. Por isso, repetem-se as andanças buscando patrocínio pelas reitorias e secretarias do Amazonas. “O clima é caloroso e animado no Rio. Mas aqui também tem samba, e não faltará debate e muito trabalho para garantir boa representação do nosso estado. Aguardem!”, prometeu Beatriz Calheiro.

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