Mesmo dizendo acreditar que a administração do prefeito Luiz Amaral “irá deslanchar a partir de 2011″, tomando por base, principalmente, a liberação dos recursos do PAC 2 e a recuperação das receitas municipais, o vereador e líder do prefeito na Câmara Municipal, Joaquim Caires (PMDB), disse em entrevista na Rádio 93 FM (terça,28), que espera que seja aplicado “um choque de gestão” a partir do inicio do terceiro exercício do atual mandato. Caires admitiu que considera necessária a reforma administrativa prevista e, mesmo revelando “não ter nada pessoal contra o colega licenciado José Augusto “Gutinha”, demonstrou o seu descontentamento em relação à atuação à frente da Secretaria Municipal de Infraestrutura. O líder do prefeito relacionou várias estradas vicinais, notadamente da região de Florestal, que apesar dos seus pedidos não foram beneficiadas pela Infraestrutura, ”apesar do contrato de manutenção de rodovias de cerca de R$ 1,6 milhão, firmado entre a Prefeitura e uma empresa construtora da cidade”, enfatizou.
Questionado sobre o parecer do Tribunal de Contas dos Municípios-TCM, pela rejeição das contas de 2009 da administração municipal, Joaquim Caires justificou ser favorável à sua aprovação pela Câmara, por entender ”não existirem irregularidades graves, relacionadas com malversação de dinheiro público”, segundo ele, “são falhas apontadas pelo TCM, por conta de gastos com pessoal acima do limite previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal-LRF”. Entende ainda o vereador, que o TCM é um órgão também político e que “no passado, a Câmara de Veradores de Jequié derrubou parecer semelhante relativo a outras gestões”. Apesar da enfática defesa da derrubada do parecer do TCM para a prestação de contas 2009 de Jequié, Joaquim Caires ponderou “se quando essas contas retornarem às nossas mãos e ao serem analisadas constem graves irregularidades, nós também poderemos votar contra, essa é a nossa conduta”, afirmou. Sem demonstrar opinião favorável à substituição da Secretária Stela Souza (Saúde), o vereador Caires, admitiu que o setor vem enfrentando sérios problemas e “que necessita urgentemente ser transformado para oferecer uma melhor qualidade de atendimento à comunidade “não é justo que o povo pobre de Jequié continue buscando assistência de saúde em outras cidades”, concluiu.
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